Visitas

Porque NÃO costumamos receber visitas

Muitos dos contatos que recebemos por e-mail, aqui pela página, por telefone e por whatsapp nos pedem para “fazer uma visita ao canil”, na maioria das vezes, até mesmo antes de perguntar qualquer outra coisa. Compreendemos totalmente a vontade de conhecer os cães de perto logo de início, sabemos que a compra de um filhote é algo muito importante, que ele vai se tornar um membro da família que, via de regra, chegará pelo menos aos dez anos de idade e sabemos que por isso é primordial que se conheça bem a raça e esteja certo de que ela se adapta às expectativas e ao estilo de vida dos proprietários. Ademais, a gente também adora conhecer quem será proprietário de um dos nossos filhotes, pra ver que ele vai ficar bem e terá uma vida feliz (até por isso temos um questionário que enviamos a todos os interessados que nos procuram). Mas o fato é que hoje em dia praticamente não recebemos visitas, por uma série de razões.

 
1. No passado, sempre que alguém queria, a gente se programava para receber essa pessoa no final de semana. Era muito comum nossa casa ser um “pit stop” de uma peregrinação da pessoa incluía visitar desde westies, até galgo italiano, passando por berneses e rottweilers, ou seja, nem o mínimo de definição de perfil da raça (de tamanho e temperamento mesmo) havia.
2. Muitas (muitas mesmo) dessas vezes, a gente se sentiu como uma espécie de Cia. dos Bichos ou mini zoo, um destino de passeio da família e fazer o dia passar, sem foco em conhecer a raça mesmo, com crianças correndo pelo jardim e queimando energia, enquanto os pais “nos entretinham com perguntas” até que a pilha dos filhos acabasse.
3. Em outras tantas vezes, percebemos claramente que a pessoa havia “cotado preços” em diversos criadores, já até havia se decidido onde compraria o filhote (que não seria o nosso), mas precisava ver de perto se era isso mesmo que queria, se o tamanho do cachorro era o que imaginava, etc. e como estamos mais próximos da Capital, era mais fácil vir aqui do que dirigir centenas de quilômetros até o lugar da “melhor cotação” (cujos corgis não têm nada a ver com os meus, as linhagens são diferentes).
Ok, isso tudo “faz parte do negócio”, então não poderíamos reclamar de passar parte do final de semana trabalhando (ao invés de descansando da semana de trabalho – sim, nós temos outras atividades, trabalhamos muito durante a semana). Mas, é ruim se sentir usada. Além disso, de certa forma, como essas situações se tornaram muito recorrentes (a gota d’água foi um casal que passou uma manhã toda conosco, tomou sei lá quantos espressos e, no final, queria nos convencer a trocar um filhote por móveis antigos que eles estavam vendendo, pois viram que temos algumas coisas de antiquário em casa == claro que nunca levaram filhote algum nosso, mas como o mundo dos corgis é muuuuiiito pequeno, soube mais tarde que eles adquiriram em outro criador, o qual voltaram a procurar um ano depois para pedir ajuda para vendê-lo, pois o coitadinho estava dando trabalho – sim, queriam que o criador os ajudasse a v-e-n-d-e-r o filhote que haviam comprado) e decidimos ser mais restritivos quanto a visitas.
Por isso tudo, a princípio não recebemos visitas para mostrar os cães. O pessoal do Vlog Quatro Patas, que é super fofo e profissional, esteve em casa para fazer um video sobre a raça um tempo atrás e gentilmente nos autorizou a compartilhá-lo com todos que entrem em contato em busca de filhotes. Inclusive, recentemente combinei de produzirmos um novo material, focado especificamente em nos apresentar e apresentar nosso espaço e nossos corgis, no intuito de suprir essa nossa restrição.
É claro que quando a pessoa já nos conheceu um pouco, quando também já a conhecemos um pouco, já conversamos e realmente há interesse em ter um corgi nosso, a situação é outra. 
De qualquer forma, aqui vai o link do video feito aqui em casa, que tem bastante informação: http://youtu.be/CxaXpnYUM-Y.